Sinopse

Uma pessoa cega ou com baixa visão procura “ver” através dos outros sentidos, como consideramos importante explorar as suas sensações representadas em imagem, procuraremos a descrição dessas imagens com elementos provenientes dos sentidos e encontrados nos movimentos artísticos. Pretendemos proporcionar aos deficientes visuais a oportunidade de “verem” e construírem uma imagem, caminhando assim para o objectivo de democratizar a arte.

Todos nós, normovisuais, desvalorizamos as narrativas visuais que vamos produzindo, as biografias que criamos para as pessoas que vemos no nosso dia à dia. O peso que tem para nós a primeira vez que vemos/sentimos um Van Gogh, ou um Monet, ansiedade que nos provoca um Picasso ou um Dali. Tudo isto são emoções que experienciamos, e que como tal vão definindo quem somos. Temos no nosso cérebro um perfeito álbum de imagens, que revisitamos ao sabor das emoções e no olho uma poderosa máquina fotográfica que regista obsessivamente o que observamos.

Assim queremos aprofundar o processo de dar visão a quem não a tem, para que possam produzir narrativas visuais até porque, “aquilo que a fotografia reproduz ao infinito só aconteceu uma vez: ela repete mecanicamente aquilo que nunca mais poderá repetir-se existencialmente”.(Barthes) E como tal promover em cada um a capacidade de ter memórias visuais e partilhá-las.

O desenvolvimento de uma cultura estética visual em todas as suas dimensões conceptuais e quanto a nós acessível a TODOS é fundamental para quem somos. Produzir narrativas e memórias visuais é assim integrador.


 

 

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Movimento de Expressão Fotográfica